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quinta-feira, 16 de junho de 2011

A cultura do RH

Ouvi algo engraçado em uma das aulas de História da Comunicação do meu pós. A professora Louise comentou que na moita dos jornalistas e advogados, agora a disputa para entrar é acirrada com mais um profissional: o psicólogo. Ou seja, dá um chute numa moitinha e saem inúmeros. Pode parecer engraçado, mas para as três áreas não é muito não.
Assim, se diferenciar no mercado é fundamental. Uma das tendências é apostar no MKT pessoal. Mais que isso, apostar em pessoas. E cada vez mais conheço psicólogos especializados na área de RH. Antenados ao mercado a um bom tempo, já perceberam que é fundamental levar a cultura da valorização do profissional para dentro das organizações.


Entrevista com Sílvia Schneider na Ulbra Canoas/ Jeferson Nunes
Os resultados geralmente são garantidos: quem se sente valorizado e identificado com a empresa onde trabalha, vai produzir mais e pensar muitas vezes antes de trocar de trabalho.
E conversando com a psicóloga Sílvia Schneider, especializada em recursos humanos e palestrante da UniRHbr, que é responsável por diversos cursos para gestores da área, só confirmei o que já vinha lendo a respeito.

“Mais do que nunca o RH é valorizado. Os gestores entendem que se não mantiverem seus talentos, perdem tempo e dinheiro. Um funcionário leva um certo tempo para internalizar a cultura da empresa e hoje ninguém quer gastar este tempo”, justificando a importância da estruturação do departamento de RH que não pode apenas ser responsável pela folha, admissões e demissões.

A cultura do RH: exemplo bem sucedido

Sílvia Schneider utiliza um exemplo de uma indústria de alimentos do interior do Estado – não consegui arrancar dela o nome da empresa (viva a ética profissional!), apesar de eu ter um palpite... – na qual ela prestou consultoria. A empresa só tinha o básico do departamento de RH. Com um trabalho de aproximadamente três anos, foi instalada uma política de recrutamento interno e a conseqüente identificação de potenciais e a implantação de treinamento de lideranças. Além de pesquisa de clima, ações de endomarketing, incentivos e PPR (Programa de participação de resultados). Legal, é que funcionários, gestores e acionistas ganham, o que geralmente pode refletir lá na prateleira para o consumidor.

Claro, que não é tão simples quanto parece: “Difícil é mudar a cultura de uma empresa com mais de 40 anos de mercado e cultura corporativa cristalizada. É preciso mostrar que não estamos trabalhando com custo, mas com investimento”. Parece que a Sílvia conseguiu.