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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Contador empreendedor

O que a contabilidade tem em comum com o empreendedorismo?
Muito, acredite! Entrevistei o contador Oberti Parizzotto, fundador da ASCON e ele me confirmou isso. A empresa já tem 14 anos, conta com 11 funcionários, inclusos ele e a esposa que é advogada da organização. Quis saber porque ele se considera um empreendedor. Respondeu com números e ações: mais de 100 clientes fixos e a aposta no conceito de consultoria, pois visita periodicamente cada cliente.
Parizzoto começou a carreira profissional em uma empresa do setor de consultoria e foi lá que percebeu o potencial para buscar o próprio negócio. Hoje vê a empresa em expansão e só não tem uma sede ainda maior devido à dificuldade de encontrar um imóvel adequado. Mas me prometeu que, em breve, estará em uma sala maior com lugar até para um espaço reservado às reuniões.

No escritório de Parizzoto no centro de Canoas/RS - Imagens: Jefferson Nunes
"O empreendedor é aquele que tem o negócio, mas não sem antes realizar pesquisa de mercado. Planeja a médio e longo prazo. E também sabe levantar os custos e sabe que não vai lucrar no início", afirma o contador-empreendedor. E realmente, sem planejamento, há aqueles que produzem ou prestam serviços sem a noção real do custo. E esse é caminho para o fracasso.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Habilidade x competência

Habilidade é sinônimo de competência e vice-versa?
No campo semântico sim, mas não necessariamente no âmbito corporativo.

E apesar de já ter a noção da diferença entre os conceitos, antes de entrevistar a psicóloga Leila Dillmann, evidentemente recorri ao Google. E encontrei várias definições, mas nada muito objetivo conforme eu gostaria. E quando comecei a conversar com Leila, ela já me deixou claro que:
_ Estudamos um semestre inteiro somente a concepção de competência e agora você quer cinco minutos de entrevista!
Concordei com um sorriso e disse: _ E que ainda vão ser editados.

Resumindo os cinco minutos, habilidades são as capacidades desenvolvidas a partir de uma teoria e uma prática para realizar determinadas tarefas. Já a competência permite a mobilização de conhecimentos para enfrentar uma determinada situação.


Psicóloga e prof. universitária Leila Dillmann./ Imagens Jeferson Nunes

Ou seja, habilidade é saber como realizar alguma tarefa com eficiência enquanto a competência é o passo além, o que inclui saber lidar com o inesperado e propor soluções. Deve ser por esta razão que quem é competente está sempre estudando, se especializando e atento ao que pode aprender dentro da organização e com os colegas de trabalho, não é?

Mas será que ao contratar, é fácil diferenciar os profissionais hábeis dos competentes? De acordo com Dillmann, não. Porque no momento da contratação, o gestor ou o profissional do RH vai encontrar as habilidades e dentro da organização é que vão ser trabalhadas as competências às quais a organização está dirigindo suas estratégias.

Detalhe importante, pós entrevista: a competência só é competência se for legitimada. E dois diferentes perfis de professores podem servir de exemplo. Há aquele que ensina determinados conteúdos aos alunos e outro que vai além ao estimular o aluno a ser um pesquisador também. E como este último é legitimado? Pelo famoso falar bem do fulano.

Um outro exemplo bem legal e conhecido no mercado: a Natura, que tem a habilidade de produzir bons cosméticos, mas também desenvolveu a competência de trabalhar a questão meio ambiente. A sustentabilidade, na concepção da empresa, vai desde a produção sustentável dentro da organização, escolha dos fornecedores e reutilização de embalagens.

É verdade que nada disso é novidade, mas diversas empresas ainda não aprenderam a desenvolver esta capacidade que, em breve, deve fazer a diferença no momento da escolha de consumo. E na seleção dos profissionais, a tendência deve ser a mesma.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

O colorado do tabelionato

Advogados e tabeliães às vezes são bastante sisudos. Encaram a importância do cargo na personalidade. Bom, mas não se aplica ao Lamana Paiva, conhecido professor de direito e conselheiro do Sport Club Internacional.


Foto: Tiago Rosa

Fui entrevistar João Pedro Lamana Paiva para falar sobre registro e transferência de imóveis. Assunto chato, admito. Mas a receptividade do advogado tornou a entrevista agradável. Ele falou da importância de registrar tudo em cartório, já que contrato de gaveta não vale nada.

Além disso, é importante lembrar que em caso de dúvida, o tabelião tem o dever de esclarecê-las sem custos adicionais. E faz questão de repetir que "quem tem o registro não é dono. Às vezes, o cidadão tem o título, mas não tem o registro e deixa assim porque mora no local. Mas, ao contrário, o dono continua sendo aquele que transmitiu o bem e quem se acha dono pode ter inúmeros problemas", ressalta o advogado.

Por isso, cuidados básicos antes de comprar um imóvel são: verificar no Foro da cidade se o atual proprietário é o legítimo dono e se o imóvel tem matrícula e está disponível para negociação. Assim, para fechar negócio, é necessário pedir no Registro de Imóveis a negativa de ônus e de ações reais ou pessoais reipersecutórias", acrescenta.
O primeiro tipo de certidão informa que não há restrições sobre a plena propriedade do imóvel. Enquanto a segunda informa que não existem ações reivindicando o patrimônio devido ações de usucapião ou demarcatórias, por exemplo.


Ok, friso também que o Lamana Paiva tem uma personalidade "jurídica" forte, queria me sugerir algumas perguntas, então, eu refazia do meu jeito e ele concordou que era bem mais simples e compreensível!


***


O colorado do tabelionato já tem um belo netinho (conforme as fotos em cima da mesa de trabalho) que vive na Espanha. E ele já aposta em qual time o garoto deve jogar quando crescer: no Barça ou no Inter... 
De repente daqui alguns anos é ele quem eu vá entrevistar...




quinta-feira, 16 de junho de 2011

A cultura do RH

Ouvi algo engraçado em uma das aulas de História da Comunicação do meu pós. A professora Louise comentou que na moita dos jornalistas e advogados, agora a disputa para entrar é acirrada com mais um profissional: o psicólogo. Ou seja, dá um chute numa moitinha e saem inúmeros. Pode parecer engraçado, mas para as três áreas não é muito não.
Assim, se diferenciar no mercado é fundamental. Uma das tendências é apostar no MKT pessoal. Mais que isso, apostar em pessoas. E cada vez mais conheço psicólogos especializados na área de RH. Antenados ao mercado a um bom tempo, já perceberam que é fundamental levar a cultura da valorização do profissional para dentro das organizações.


Entrevista com Sílvia Schneider na Ulbra Canoas/ Jeferson Nunes
Os resultados geralmente são garantidos: quem se sente valorizado e identificado com a empresa onde trabalha, vai produzir mais e pensar muitas vezes antes de trocar de trabalho.
E conversando com a psicóloga Sílvia Schneider, especializada em recursos humanos e palestrante da UniRHbr, que é responsável por diversos cursos para gestores da área, só confirmei o que já vinha lendo a respeito.

“Mais do que nunca o RH é valorizado. Os gestores entendem que se não mantiverem seus talentos, perdem tempo e dinheiro. Um funcionário leva um certo tempo para internalizar a cultura da empresa e hoje ninguém quer gastar este tempo”, justificando a importância da estruturação do departamento de RH que não pode apenas ser responsável pela folha, admissões e demissões.

A cultura do RH: exemplo bem sucedido

Sílvia Schneider utiliza um exemplo de uma indústria de alimentos do interior do Estado – não consegui arrancar dela o nome da empresa (viva a ética profissional!), apesar de eu ter um palpite... – na qual ela prestou consultoria. A empresa só tinha o básico do departamento de RH. Com um trabalho de aproximadamente três anos, foi instalada uma política de recrutamento interno e a conseqüente identificação de potenciais e a implantação de treinamento de lideranças. Além de pesquisa de clima, ações de endomarketing, incentivos e PPR (Programa de participação de resultados). Legal, é que funcionários, gestores e acionistas ganham, o que geralmente pode refletir lá na prateleira para o consumidor.

Claro, que não é tão simples quanto parece: “Difícil é mudar a cultura de uma empresa com mais de 40 anos de mercado e cultura corporativa cristalizada. É preciso mostrar que não estamos trabalhando com custo, mas com investimento”. Parece que a Sílvia conseguiu. 

 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O professor e o senso crítico

O educador tem um papel ativo na formação da consciência crítica, certo? Já comentei rapidamente sobre isso no outro blog.


O processo crítico começa na consciência do aprendizado. Por isso, algumas perguntas devem passar pela cabeça dos atuais e futuros mestres. Por exemplo, como o aluno tem espaço ativo no processo de aprendizagem? Como avaliar criticamente o processo? Como interagir numa época em que todos podem agir, graças à internet e redes sociais?



É por isso que o geógrafo e professor Fábio Guadagnin do Colégio La Salle Dores, Porto Alegre, costuma cobrar uma postura crítica dos alunos em três aspectos: mídia, consumo e participação política. "O ideal é começar cedo, não é necessário chegar ao Ensino Médio para ser crítico. O professor pode estimular bem antes", considera.



Perguntei para ele se percebe a mudança de comportamento e da forma de encarar a realidade (é importante ressaltar o ambiente, uma escola particular) e Guadagnin acha que o segundo ano é o de "passagem". Nesse estágio, os alunos começam a participar do processo político (através do direito de votar) e fazer escolhas em relação ao consumo. A adolescência, a moda e a música andam lado a lado e, como professor, ele procura mostrar que os alunos podem consumir de outra forma.
A questão é, dar alternativas, não impor. Imposição definitivamente não funciona com adolescentes(!).


****
E o quanto da crença do professor é levada para a sala de aula? Já questionei alguns a respeito e a resposta foi unânime: todos os valores vão para a sala de aula. E a retórica é utilizada o tempo inteiro para convencer. 


Conversei com o professor, que é formado pela UFRGS, para uma aula do curso de Ciências Sociais. Imagens do Drigo Tavares.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Concorrência desleal?

Concorrência imperfeita remete à concorrência desleal... monopólio, oligopólio, cartel, truste...


O economista falou sobre os diversos tipos de concorrência  


Falei com o economista Eduardo Lamas sobre alguns tipos de concorrência para uma aula do curso de Gestão Financeira. Ele afirma que entre os oligopólios clássicos estão a indústria dos eletroeletrônicos e a automobilística (bom, mercado que pode mudar com a chegada das montadoras chinesas, mas ainda deve levar tempo para superar as grandes que operam no mercado internacional. Ainda falta confiança nestas emergentes...)
Mas há casos em que a concorrência imperfeita pode ser benéfica? Sim, há. Segundo Lamas, no mundo inteiro, os serviços de abastecimento, por exemplo, são fornecidos pelo Estado. Os exemplos mais clássicos são o fornecimento de água e energia, caracterizados como monopólios naturais. Lamas considera que a indústria oligopolista é benéfica por trabalhar com economias de escala, que é sinônimo de eficiência em relação a empresas muito pequenas, o que beneficia o consumidor.
Mas vale lembrar que no mercado onde predominam empresas maiores ou multinacionais e consequentemente, possuem um cenário de menor competitividade pode resultar em maior liberdade das empresas para restringir a oferta de produtos e cobrar preços mais elevados, em detrimento do consumidor.
Ele falou também dos cartéis, que eventualmente vem à tona na imprensa brasileira, como é o caso dos postos de gasolina... Cartel é uma prática condenada e o consumidor tem cada vez mais voz para levantar contra. O que não exime a ANP de fiscalizar...

domingo, 5 de junho de 2011

O plano do negócio


Sempre há surpresas em um roteiro ou em um curso.
Porque uma professora de RH sugeriu na aula a importância de consultar o Sebrae, que presta serviços para micro e pequenos negócios?
Preciso admitir que adorei a ideia, pois admiro o trabalho da instituição e conheço empresários que cresceram ao utilizar o atendimento e realizar cursos promovidos pela empresa. Segundo, é importante devido à pós-graduação que faço atualmente, que tem por objetivo me inspirar para o empreendedorismo, para pensar a comunicação como processo.
Bom, retornando ao assunto da aula, o objetivo era falar sobre empreendedorismo. Partimos do conceito de que podemos empreender
em qualquer momento da vida, não somente quando se tem o espírito para transformar uma ideia em negócio. Ou seja, na busca por um trabalho, por exemplo, há a característica empreendedora.
Fui conversar com o novo superintendente do Sebrae/RS, Léo Hainzenreder. Em primeiro lugar, esbanja simpatia.
Segundo, domina o assunto, conhece a instituição. Importante, não é?
Bom, além de colocar na entrevista o trivial, ou seja, explicar o que faz a empresa através da consultoria e cursos aos iniciantes no mundo dos negócios (e para os que já estão a tempos no mercado), ele falou do Plano de Negócios.
Não sabe o que é?
Resumidamente, é saber o que vai o ser o seu empreendimento.O Plano de Negócios tem não só a missão, os valores e os fornecedores do empreendimento, mas deve possuir o posicionamento da empresa, os pontos fracos, concorrentes, entre outros pontos como comunicação, relacionamento, financeiro.
Entrevista com Léo Hainzenreder na sede do Sebrae em Porto Alegre

Parece óbvio?
Mas não é. Muitas pessoas ainda pensam que sem muito planejamento é possível se manter no mercado.
Mas estatísticas do Sebrae/RS provam o contrário: em torno de 21,5% dos micro e pequenos negócios não sobrevivem ao primeiro ano de existência. Por outro lado, quem abre um negócio tem em mente independência, mas algumas vezes se depara com uma realidade bem complicada, de responsabilidade muito, muito maior.
Afinal, abrir uma empresa implica em obrigações que envolvem pessoas, fornecedores, clientes e sociedade. Pois, não esqueça, o negócio não é para você, mas para muitos outros envolvidos.

sábado, 4 de junho de 2011

Reengenharia

hãn?
O que é reengenharia?




Definir reengenharia não foi difícil, complicado mesmo foi conseguir a fonte para falar sobre isso. Reengenharia, como o próprio nome faz alusão, é um "redesenhar" na empresa. Mas falar sobre, poderia não ser tão fácil, correto?


O termo não é muito bem visto. Quando surgiu, na década de 80, significou demissão. Ou seja, reestruturação dos quadros. O administrador, professor e consultor Igor Roberto Borges, exemplificou de uma maneira bem simples. Algum tempo atrás existia uma pessoa para conferir notas fiscais quando emitidas. Agora, esta pessoa não é mais necessária, pois na tela do pc, o emissor já confere. E pronto.


Ou seja, tem sim relação com demissões, com extinção de cargos. Mas tem o lado positivo de rever práticas atrasadas dentro da organização.