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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Concorrência desleal?

Concorrência imperfeita remete à concorrência desleal... monopólio, oligopólio, cartel, truste...


O economista falou sobre os diversos tipos de concorrência  


Falei com o economista Eduardo Lamas sobre alguns tipos de concorrência para uma aula do curso de Gestão Financeira. Ele afirma que entre os oligopólios clássicos estão a indústria dos eletroeletrônicos e a automobilística (bom, mercado que pode mudar com a chegada das montadoras chinesas, mas ainda deve levar tempo para superar as grandes que operam no mercado internacional. Ainda falta confiança nestas emergentes...)
Mas há casos em que a concorrência imperfeita pode ser benéfica? Sim, há. Segundo Lamas, no mundo inteiro, os serviços de abastecimento, por exemplo, são fornecidos pelo Estado. Os exemplos mais clássicos são o fornecimento de água e energia, caracterizados como monopólios naturais. Lamas considera que a indústria oligopolista é benéfica por trabalhar com economias de escala, que é sinônimo de eficiência em relação a empresas muito pequenas, o que beneficia o consumidor.
Mas vale lembrar que no mercado onde predominam empresas maiores ou multinacionais e consequentemente, possuem um cenário de menor competitividade pode resultar em maior liberdade das empresas para restringir a oferta de produtos e cobrar preços mais elevados, em detrimento do consumidor.
Ele falou também dos cartéis, que eventualmente vem à tona na imprensa brasileira, como é o caso dos postos de gasolina... Cartel é uma prática condenada e o consumidor tem cada vez mais voz para levantar contra. O que não exime a ANP de fiscalizar...

domingo, 5 de junho de 2011

O plano do negócio


Sempre há surpresas em um roteiro ou em um curso.
Porque uma professora de RH sugeriu na aula a importância de consultar o Sebrae, que presta serviços para micro e pequenos negócios?
Preciso admitir que adorei a ideia, pois admiro o trabalho da instituição e conheço empresários que cresceram ao utilizar o atendimento e realizar cursos promovidos pela empresa. Segundo, é importante devido à pós-graduação que faço atualmente, que tem por objetivo me inspirar para o empreendedorismo, para pensar a comunicação como processo.
Bom, retornando ao assunto da aula, o objetivo era falar sobre empreendedorismo. Partimos do conceito de que podemos empreender
em qualquer momento da vida, não somente quando se tem o espírito para transformar uma ideia em negócio. Ou seja, na busca por um trabalho, por exemplo, há a característica empreendedora.
Fui conversar com o novo superintendente do Sebrae/RS, Léo Hainzenreder. Em primeiro lugar, esbanja simpatia.
Segundo, domina o assunto, conhece a instituição. Importante, não é?
Bom, além de colocar na entrevista o trivial, ou seja, explicar o que faz a empresa através da consultoria e cursos aos iniciantes no mundo dos negócios (e para os que já estão a tempos no mercado), ele falou do Plano de Negócios.
Não sabe o que é?
Resumidamente, é saber o que vai o ser o seu empreendimento.O Plano de Negócios tem não só a missão, os valores e os fornecedores do empreendimento, mas deve possuir o posicionamento da empresa, os pontos fracos, concorrentes, entre outros pontos como comunicação, relacionamento, financeiro.
Entrevista com Léo Hainzenreder na sede do Sebrae em Porto Alegre

Parece óbvio?
Mas não é. Muitas pessoas ainda pensam que sem muito planejamento é possível se manter no mercado.
Mas estatísticas do Sebrae/RS provam o contrário: em torno de 21,5% dos micro e pequenos negócios não sobrevivem ao primeiro ano de existência. Por outro lado, quem abre um negócio tem em mente independência, mas algumas vezes se depara com uma realidade bem complicada, de responsabilidade muito, muito maior.
Afinal, abrir uma empresa implica em obrigações que envolvem pessoas, fornecedores, clientes e sociedade. Pois, não esqueça, o negócio não é para você, mas para muitos outros envolvidos.