quinta-feira, 30 de junho de 2011

Comunicação e direcionamento

A entrevista com o coaching e jornalista Fernando Antunes me fez pensar sobre algo que acontece com frequência comigo, com você, com seus amigos: saber direcionar energia e potencial para um alvo certo.
É realmente fácil falar, complicado mesmo é colocar em prática, não é?
No entanto, se é normal sentir-se perdido entre tantos caminhos (incertos), uma primeira medida é eliminar o que não nos serve.

E assim é no trabalho de comunicação. Quantos profissionais acreditam que tiveram a melhor ideia do ano, fizeram a matéria mais completa ou escreveram o tuíte mais pop que, no entanto, têm a recepção bem menor do que potencialmente poderia? É por isso que Antunes lembra de uma premissa básica em qualquer área, muitas vezes ignorada. "Quem está desenvolvendo um projeto de comunicação não pode esquecer de ouvir o que as pessoas envolvidas têm a dizer", considera. Ou seja, é erro comum a "prepotência" de imaginar-se detentor de um conhecimento e ignorar o que os outros colaboradores podem dizer a respeito.

Entrevista com Fernando Antunes/Imagens Drigo Tavares

Por outro lado, o ato de comunicar nem sempre é praticado "dentro de casa". Pode parecer piada, mas é extremamente comum a falha de comunicação em empresas de comunicação!

E quando se pensa em colocar em prática um projeto social, por exemplo, é através do diálogo que se descobre se é ou não relevante levar uma proposta adiante.
Isso porque muitas vezes esquecemos de pensar no público externo e temos como parâmetro nossas escolhas e opiniões. É verdade que é bastante difícil sair da esfera pessoal para a pública. Mas é fundamental. "Por isso sempre digo para meus alunos: se você tem um projeto social que não interessa ao seu público-alvo, você está gastando tempo, energia e potencial à toa", completa Fernando, que também é professor universitário. A lição vale para a vida também, né?


E o projeto social, o que é?

Um projeto social surge a partir de uma necessidade específica. Com ela, pode surgir uma ideia que só pode ser colocada em prática se as pessoas envolvidas tiverem interesse na ação. Isso porque de nada adianta implantar um projeto de educação sexual em uma comunidade que não está interessada, certo? Então, a comunicação entra em campo antes da ação a fim de mostrar o porquê do projeto e para engajar os participantes.


Resumindo...
Necessidade + ideia + comunicação + pessoas + ação e solução + feedback

quarta-feira, 29 de junho de 2011

O primeiro a gente não esquece

Comecei a gostar de Administração trabalhando na Ulbra TV. Conversei com muita gente da área para realizar as entrevistas para as disciplinas e aprendi um pouquinho de MKT, reengenharia, planejamento... E para quem não é da área, acredite: é legal. Porque o conhecimento é legal, sempre.

E não é minha estreia na apresentação de videoaula, mas curti muito esta experiência específica. Mas não foi fácil: a meta era gravar dez aulas em uma manhã, mas minha voz simplesmente resolveu sjumir no dia. Fiquei bem frustrada! Na segunda tentativa, tivemos problemas com o estúdio, mas finalmente ocorreu tudo bem. Por isso, compartilho aqui meu primeiro vídeo que "subi" para o canal do YouTube com a apresentação de uma das aulas. Segue um pequeno trecho.



segunda-feira, 27 de junho de 2011

O colorado do tabelionato

Advogados e tabeliães às vezes são bastante sisudos. Encaram a importância do cargo na personalidade. Bom, mas não se aplica ao Lamana Paiva, conhecido professor de direito e conselheiro do Sport Club Internacional.


Foto: Tiago Rosa

Fui entrevistar João Pedro Lamana Paiva para falar sobre registro e transferência de imóveis. Assunto chato, admito. Mas a receptividade do advogado tornou a entrevista agradável. Ele falou da importância de registrar tudo em cartório, já que contrato de gaveta não vale nada.

Além disso, é importante lembrar que em caso de dúvida, o tabelião tem o dever de esclarecê-las sem custos adicionais. E faz questão de repetir que "quem tem o registro não é dono. Às vezes, o cidadão tem o título, mas não tem o registro e deixa assim porque mora no local. Mas, ao contrário, o dono continua sendo aquele que transmitiu o bem e quem se acha dono pode ter inúmeros problemas", ressalta o advogado.

Por isso, cuidados básicos antes de comprar um imóvel são: verificar no Foro da cidade se o atual proprietário é o legítimo dono e se o imóvel tem matrícula e está disponível para negociação. Assim, para fechar negócio, é necessário pedir no Registro de Imóveis a negativa de ônus e de ações reais ou pessoais reipersecutórias", acrescenta.
O primeiro tipo de certidão informa que não há restrições sobre a plena propriedade do imóvel. Enquanto a segunda informa que não existem ações reivindicando o patrimônio devido ações de usucapião ou demarcatórias, por exemplo.


Ok, friso também que o Lamana Paiva tem uma personalidade "jurídica" forte, queria me sugerir algumas perguntas, então, eu refazia do meu jeito e ele concordou que era bem mais simples e compreensível!


***


O colorado do tabelionato já tem um belo netinho (conforme as fotos em cima da mesa de trabalho) que vive na Espanha. E ele já aposta em qual time o garoto deve jogar quando crescer: no Barça ou no Inter... 
De repente daqui alguns anos é ele quem eu vá entrevistar...




terça-feira, 21 de junho de 2011

O direito é conservador

"Na escola, ao fazer algo errado, vamos direto para a direção, somos punidos. Na vida adulta também, se cometemos uma infração, temos que pagar a pena por isso. Neste caminho, crescemos não muito preparados para o diálogo", afirma Conrado Paulino, advogado especializado em direito de família. Neste contexto, mesmo ganhando força e visibilidade, a mediação ainda é contestada no campo do poder judiciário.

Mediação tem por objetivo mediar conflitos, solucionar problemas simples de maneira mais rápida e menos dolorosa, sem recorrer aos juizados especiais. Mas mediar resulta em divisão de poderes através do diálogo, o que também significa retirar poder da Instituição Justiça.




Esse foi parte do papo de bastidores que tive com o jovem advogado. Ele trabalha com mediação de conflitos e direitos dos casais homoafetivos. "É o Direito do futuro", argumenta o coord. executivo da OSCIP "Desatando nós e criando laços", de São Leopoldo/RS. A entidade, por sinal, formará em breve 15 pessoas escolhidas pela inserção na comunidade, a fim de atuar na mediação de conflitos entre vizinhos. O projeto foi implantado pelo governo federal e os agentes contam com bolsa de R$190 por mês. Ou seja, a política do diálogo cresce e as pessoas envolvidas têm a oportunidade de resolver de forma simples problemas que são simples.


Neste panorama, ele chamou a atenção para o número e os efeitos:
Em todo o Brasil, são 90 milhões de processos tramitando em todas as áreas (dados do último levantamento da CNJ, de 2010) e o RS é o Estado mais litigante, o que significa duas coisas: o gaúcho tem tradição em buscar seus direitos, o que é bom, por outro lado, significa a incapacidade para o diálogo. Estes dados consagram o Brasil como o país que mais recebe ações por habitante. É como se a cada dois brasileiros, um deles tivesse demanda na Justiça.

Pode até parecer engraçado, mas este post surgiu de uma entrevista voltada para uma video-aula de negócios imobiliários. A pauta é o mandato judicial. Mas explico: não fugi do tema, apenas ampliei a conversa quando o cinegrafista Jefferson Nunes desligou a câmera! 

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A cultura do RH

Ouvi algo engraçado em uma das aulas de História da Comunicação do meu pós. A professora Louise comentou que na moita dos jornalistas e advogados, agora a disputa para entrar é acirrada com mais um profissional: o psicólogo. Ou seja, dá um chute numa moitinha e saem inúmeros. Pode parecer engraçado, mas para as três áreas não é muito não.
Assim, se diferenciar no mercado é fundamental. Uma das tendências é apostar no MKT pessoal. Mais que isso, apostar em pessoas. E cada vez mais conheço psicólogos especializados na área de RH. Antenados ao mercado a um bom tempo, já perceberam que é fundamental levar a cultura da valorização do profissional para dentro das organizações.


Entrevista com Sílvia Schneider na Ulbra Canoas/ Jeferson Nunes
Os resultados geralmente são garantidos: quem se sente valorizado e identificado com a empresa onde trabalha, vai produzir mais e pensar muitas vezes antes de trocar de trabalho.
E conversando com a psicóloga Sílvia Schneider, especializada em recursos humanos e palestrante da UniRHbr, que é responsável por diversos cursos para gestores da área, só confirmei o que já vinha lendo a respeito.

“Mais do que nunca o RH é valorizado. Os gestores entendem que se não mantiverem seus talentos, perdem tempo e dinheiro. Um funcionário leva um certo tempo para internalizar a cultura da empresa e hoje ninguém quer gastar este tempo”, justificando a importância da estruturação do departamento de RH que não pode apenas ser responsável pela folha, admissões e demissões.

A cultura do RH: exemplo bem sucedido

Sílvia Schneider utiliza um exemplo de uma indústria de alimentos do interior do Estado – não consegui arrancar dela o nome da empresa (viva a ética profissional!), apesar de eu ter um palpite... – na qual ela prestou consultoria. A empresa só tinha o básico do departamento de RH. Com um trabalho de aproximadamente três anos, foi instalada uma política de recrutamento interno e a conseqüente identificação de potenciais e a implantação de treinamento de lideranças. Além de pesquisa de clima, ações de endomarketing, incentivos e PPR (Programa de participação de resultados). Legal, é que funcionários, gestores e acionistas ganham, o que geralmente pode refletir lá na prateleira para o consumidor.

Claro, que não é tão simples quanto parece: “Difícil é mudar a cultura de uma empresa com mais de 40 anos de mercado e cultura corporativa cristalizada. É preciso mostrar que não estamos trabalhando com custo, mas com investimento”. Parece que a Sílvia conseguiu.